Grafismo abstrato em gradiente roxo com traço amarelo, identidade Aftersale
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O que ficou do Fórum E-commerce Brasil 2026: a virada do pós-venda

· 4 min de leitura

O que o Fórum E-commerce Brasil 2026 revelou sobre a mudança de mentalidade do setor em relação a trocas, devoluções e retenção de clientes.

A 17ª edição do Fórum E-Commerce Brasil, realizada entre 28 e 30 de julho no Distrito Anhembi, reuniu a expectativa de mais de 45 mil profissionais e cerca de R$ 2,5 bilhões em negócios movimentados, com marcas como Google, Nike, Mercado Livre, Amazon e Magalu entre os participantes. Mas o dado que mais chamou atenção da Aftersale não veio de nenhum número de audiência — veio de um painel específico do primeiro dia.

O que foi debatido sobre logística reversa no Fórum?

No Dia 1 do evento, um dos painéis da Plenária Marketplace & Canais de Vendas levou justamente o nome "logística reversa é estratégia, não custo" — com Fernando Magnoler, Gerson Dias e Fernanda Vasco discutindo modelos de PUDO (ponto de coleta), e Mário Rodrigues, Mariana Vilchez e Leandro Rocha debatendo engenharia de frete. A conclusão combinada dos dois painéis: devolução e frete deixaram de ser tratados como departamento de suporte e passaram a ser parte do desenho do funil de conversão — inclusive para operações médias, sem o poder de negociação logística das grandes contas.

Por que isso valida a tese da Aftersale?

Porque é exatamente o argumento que sustenta a Armadilha do GMV: tratar pós-venda como centro de custo isolado é abrir mão de uma alavanca real de retenção e conversão. Ver esse argumento debatido abertamente nos palcos principais do maior evento de e-commerce da América Latina — por vozes de fora do ecossistema Aftersale — é a confirmação de que essa não é mais uma visão de nicho, é para onde o mercado está caminhando.

O que mais dominou as conversas do evento?

Os outros dois dias giraram em torno de IA agêntica (comércio conduzido por agentes que recomendam e guiam a compra em nome do consumidor), reforma tributária e seus impactos em margem e precificação, e o encerramento do evento reforçou que liderança, cultura e confiança de marca são os únicos ativos que nenhum agente de IA reproduz sozinho — um recado que conversa diretamente com a forma como a Aftersale pensa automação: como infraestrutura de decisão, não substituição de julgamento humano.

O que isso muda na prática para quem opera e-commerce?

Significa parar de tratar trocas e devoluções como um centro de custo isolado no SAC e passar a tratá-las como parte da estratégia de retenção e crescimento — com visibilidade de dados, automação de processo e conexão direta com as métricas que já importam para o negócio (LTV, recompra, CAC). O próprio Fórum confirmou: essa conversa já não é mais periférica.

Fontes

E-Commerce Brasil (cobertura oficial do Fórum); Web Estratégica (digests dos 3 dias do evento); Bertholdo (dados de escala do evento).

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Um especialista da Aftersale mostra, com os seus números, onde estão os gargalos de troca e devolução da sua operação.

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